Professora Maria Perpétua Teles Monteiro
mperpetuatm@yahoo.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2008

AÇÕES/PROJETO TECENDO CIDADANIA

PRODUÇÕES DOS ALUNOS ( EM EDIÇÃO )

PROJETO TECENDO CIDADANIA COM ARTE

Primeira etapa dia 26/06/2008 no Centro Cultural.

PROJETO VIVER PERNAMBUCO 2008

Em edição

PROJETO ARTE EM MOVIMENTO 2008

EM EDIÇÃO

sábado, 17 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

FRIDA KAHLO:BIOGRAFIA E OBRAS

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (nascida em Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - falecida em Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.
Filha do fotógrafo judeu-alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão em seu pé direito com isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começa a usar calças, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas registradas.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintura em uma idade precoce. Embora seu pai encarasse a pintura como um passatempo, sua filha não estava particularmente interessada na arte como uma carreira e não a perseguia seriamente.
Entre 1922 e 1925 freqüenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelado.
Em 1925, quando tinha 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um autocarro no qual viajava chocou-se com um comboio, acidente que fez a artista ter de usar um colete de gesso por muito tempo. Por causa desta última tragédia fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama. Durante sua longa convalescença começa a pintar.
Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adaptou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita freqüência temas do folclore e da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra.
(Árvore da Esperança,1946 )
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928).
Bissexualidade de Frida Kahlo
Muitas obras sobre a vida e obras de Frida Kahlo evitam tocar no assunto de sua bissexualidade por este ser um assunto controverso. Nesta mesma linha, o filme de Julie Taymor também procura minimizar ao máximo o fato hoje bem estabelecido de que Frida Kahlo manteve várias relações íntimas e sexuais.
Falecimento
Depois de algumas tentativas de suicídio, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, que pode ter sido acidental ou não. A última anotação em seu diário que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida" permite aventar-se a hipótese de suicídio.
(Auto-retrato dedicado a Leon Trotsky, de 1937.)
Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.
Casa Azul, o museu
Quatro anos após a sua morte, sua casa familiar conhecida como "Casa Azul" transforma-se no Museu Frida Kahlo.Trata-se de uma exposição de Frida Kahlo. Frida Kahlo, reconhecida tanto por sua obra quanto por sua vida pessoal, ganha retrospectiva de suas obras, com objectos e documentos inéditos, além de fotografias, desenhos, vestidos e livros.
No ano de 2002, sob a direcção de Julie Taymor, é lançado o filme que narra a história da pintora, interpretada pela actriz Salma Hayek. A longa metragem conta ainda com a presença de Alfred Molina, interpretando Diego Rivera.
O que dizer da história, da obra, da mulher... Multidão? Estranheza? Solidão?...
Talvez ninguém conheça o "mapa do coração "
(Obra: Feto)

( A Coluna Partida)
(As Duas Fridas )

(O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, o Diego e o Señor Xólotl )

segunda-feira, 12 de maio de 2008

ESCRAVISMO, ESCRAVIDÃO, ESCRAVATURA...ATÉ QUANDO?

Pintura de Gustave Boulanger(1824-1888), retratando um mercado de escravos na Antiguidade

A escravidão (nomeada ainda escravismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria.

Escrava sendo leiloada na Antigüidade, por Jean-Leon Gérône

Eram feitos escravos, em geral, os prisioneiros de guerra e pessoas com dívida independente da questão racial. Ademais, algumas culturas com um forte senso patriarcal reservavam à mulher uma hierarquia social semelhante ao do escravo, negando-lhe direitos básicos que constituiriam a noção moderna de cidadão.

Mercadores de escravos analisando os dentes escrava, por Jean-Leon Gérône

Aquarela de Debret mostra escravos africanos trabalhando
na moenda de cana-de-açúcar no século XIX.

Posteriormente destacou-se a escravidão de homens negros. Na idade Moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um florescimento da escravidão. Desenvolvendo- se então um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas. A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da suposta superioridade racial e cultural dos europeus.

Jean Baptiste Debret(1768-1848)

No Brasil do Período colonial até o final do Império a escravidão era marcada principalmente pelo uso de homens vindos do continente africano mas é necessário ressaltar que muitos índios foram vítimas desse processo.

Jean Baptiste Debret(1768-1848)

Os escravos foram utilizados principalmente em atividades relacionadas à agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.

Jean Baptiste Debret(1768-1848)

A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei àurea, em 13 de maio de de 1888. Após intensas lutas travadas por brancos e negros que repudiavam essa prática desumana, covarde e cruel.


"Declara extinta a escravidão no Brasil. A princesa imperial regente em nome de Sua Majestade o imperador, o senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.

Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário"...


Fotografia: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=

No entanto, o trabalho compulsório e o tráfico de pessoas permanecem existindo no Brasil atual, a chamada escravidão moderna, que difere substancialmente da anterior.

"Antigamente, os escravos tinham um senhor, os de hoje trocam
de dono e nunca sabem o que esperar do dia seguinte."
Fernando Henrique Cardoso

ACESSE:

http://www.viafanzine.jor.br/010_fotos/trab_escravo.jpg
http://smartkids.terra.com.br/dia/maio/dia_abolicao.html
http://www.velhosamigos.com.br/datasespeciais/diaescravo.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Debret
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o#Escravid.C3.A3o_na_Antiguidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o